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Data: 07/08/2006 17:00:00
[378 Palavras]
Idioma: Português-Brasil
Autor: Gazeta Mercantil
SÃO PAULO, 7 de agosto de 2006 - Os meses de dezembro, janeiro e fevereiro são os mais representativos para o setor de papelaria, pois é quando acontecem as vendas de volta às aulas: o período representa até 70% do faturamento anual de um estabelecimento de pequeno porte, com área entre 20 e 40 m. No restante do ano, as empresas usam serviços e outros atrativos para manter o movimento das lojas. Como negociar o estoque e atrair clientes é tema do 37º Encontro nacional de Papelarias, que a Brasil Escolar promove entre os dias 26 e 28 de agosto, no Hotel San Raphael, em São Paulo, com entrada gratuita. A Brasil Escolar é uma associação nacional que reúne 558 papelarias de pequeno, médio e grande porte, como Aliança, Bazar Molily, Jale e Dragon. Esses estabelecimentos somaram, no ano passado, um faturamento de R$ 740 milhões, resultado 12% maior que em 2004. "É um sexto do faturamento total do setor, que chega a R$ 4 bilhões, distribuídos entre cerca de 25 mil lojas", aponta Said Tayar, diretor de comunicação da Brasil Escolar. Há cinco anos, a associação mantém uma média de crescimento de 9% no faturamento. Segundo ele, concorrência e amadorismo são os principais problemas desses comerciantes. 'Cerca de 4 mil papelarias fecham por ano, mas em compensação, outras 3 mil abrem as portas. É um número flutuante, mas se conserva neste patamar', diz. A explicação estaria na aparente facilidade em lidar com o negócio de papelaria. 'É comum uma secretária ou um gerente administrativo que perdem o emprego investirem no ramo, mas sem experiência', exemplifica. A associação também existe para auxiliar esses investimentos, orientando os lojistas a realizarem pesquisas de mercado antes de aplicar o dinheiro no negócio. Possui ainda uma central de compras que realiza rodada de negócios entre os comerciantes e a indústria. "Ao contrário das redes de compras tradicionais, que adquirem os produtos dos fabricantes, transportam, estocam e vendem com overprice mais os impostos, a Brasil Escolar não efetiva com-pras mas realiza rodadas de negociações", explica. São cerca de 200 fornecedores, chamados à negociação semanalmente. Com a compra através da associação, os estabelecimentos conseguem uma diferença entre 10% e 25%, dependendo da época de compras, em relação ao valor do atacado. (Maria Luiza Filgueiras - InvestNews)